Conheça as melhores formas de investimento

Para alocar melhor seus investimentos e garantir rendimentos maiores, é necessário, primeiramente, conhecer bem os tipos de investimento. Não existe um investimento naturalmente melhor que outro, e sim uma variedade de formas de investimento, que se encaixam em diferentes perfis de investidores.

A partir de cada tipo de investimento, você pode analisar suas vantagens e desvantagens e escolher o mais adequado para atingir seus objetivos financeiros. Confira:

Poupança – uma das formas de investimento mais aceitas

A poupança é uma das formas de investimento mais tradicionais e seguras, por isso atrai investidores mais avessos a risco. Quanto menor o risco, menor o rendimento. Por isso mesmo, seus rendimentos são normalmente mais baixos, muitas vezes até mesmo equiparáveis à taxa da inflação, com um mínimo de rendimentos estabelecido em lei (6% ao ano, mais a variação da Taxa Referencial, que é a taxa básica mensal de juros).

Um dos aspectos mais interessantes da poupança é o fato de não haver incidência de  Imposto de Renda sobre seus rendimentos. Não há quantia mínima para investir e o resgate é imediato, com a compensação mensal de rendimentos.

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Previdência

Apesar de ser um investimento voltado para a complementação futura de aposentadoria, a previdência privada também tem sido usada como forma de investimento a longo prazo. É possível realizar resgates quando você quiser, mas quanto mais tempo o dinheiro ficar investido, melhores serão os rendimentos.

Sua taxa de remuneração não é muito superior à da poupança e varia de acordo com cada instituição financeira. Há cobrança de Imposto de Renda sobre sua remuneração (normalmente mediante o resgate, mas também na modalidade de parcelas mensais).

Peça para seu gerente de conta realizar uma simulação de contribuições e de rendimentos para verificar se esse investimento te agrada. Normalmente, os bancos também oferecem essas simulações por meio de seus sites, no internet banking. Não há quantia mínima para investir (o investidor escolhe quanto e qual a frequência do investimento) e o resgate é normalmente imediato.

Fundos de investimento

Os fundos de investimentos são uma espécie de condomínio de investidores. Eles possuem regras de alocação de ativos e perfis previamente definidos. Assim, existem fundos mais adequados a investidores com propensão a risco, que oferecem taxas de remuneração maiores.

Por outro lado, existem fundos menos arriscados, com taxas de remuneração menores. Você adquire uma cota do fundo, que é administrado pela instituição financeira (que cobra taxas variáveis para isso) e realiza diversos investimentos, multiplicando as alocações de ativos e garantindo maiores taxas de remuneração.

Normalmente, os fundos garantem boas taxas de retorno, mas exigem investimentos iniciais mínimos (de R$ 10.000,00 a R$ 200.000,00, por exemplo). A possibilidade de resgates varia de acordo com as regras de cada fundo. Alguns exigem carência mínima para a primeira retirada, enquanto outros possibilitam resgates imediatos (porém com maior taxação dos valores). O importante é analisar as regras de cada fundo para entender quais serão as “regras do jogo” para cada investimento.

Ações

Quem investe em ações está, na verdade, comprando “parte” de uma empresa. Cada acionista detém parte de uma empresa, mas com poder de influir nas decisões da empresa variável de acordo com o número de ações que possui e com a natureza da ação. Ações ordinárias, por exemplo, não dão direito a voto na assembleia de acionistas.

Quanto maior o valor da empresa no mercado, maior o valor de suas ações, principalmente se elas forem negociadas em bolsas de valores.

Esse mercado segue a regra da oferta e demanda. Ao vender uma ação que se valorizou desde sua compra, você ganha sobre o acréscimo dessa transação. Se você tem maior tolerância a risco pode investir em ações, porque esse mercado é mais volátil e oferece menor segurança aos investimentos.

Os valores de cada ação variam de acordo com o estatuto de cada empresa, por isso os valores mínimos de investimento são geralmente baixos. Investir em ações requer não apenas conhecimento do mercado financeiro, mas também do ramo de atuação da empresa em que se investe.

CDBs

CDBs são certificados de depósito bancário, investimentos administrados por bancos como forma de eles captarem recursos no mercado. Eles são de baixo risco pois dependem da quebra da instituição financeira para deixarem de ser cumpridos. Em caso de quebra, os bancos garantem até R$ 250.000,00, por isso é bom dividir os valores entre diversas instituições se você pretende investir mais que isso.

Há duas formas de receber seus rendimentos: você pode receber uma remuneração fixa, previamente acordada com a instituição financeira; ou uma remuneração variável de acordo com a inflação (rentabilidade próxima à da taxa Selic, que é a taxa básica de juros do sistema de bancos no Brasil).

Títulos do tesouro

O governo federal também age como agente de mercado por meio da venda de títulos do tesouro nacional. Eles são vendidos pela internet, no site do Tesouro Nacional e requerem apenas R$ 30,00 como valor mínimo de investimento. A compra desses títulos é feita pela internet e o período para resgate varia de acordo com a natureza do título. Existem títulos de curto, médio e longo prazo.

Esses títulos são opções mais seguras de investimento, pois o governo precisa cumprir suas dívidas financeiras para assegurar sua reputação no mercado. Você recebe os rendimentos da aplicação (mensalmente, anualmente, a depender da natureza do título) em sua própria conta bancária, até a data de vencimento e resgate total do título, quando o valor investido é depositado em conta.

Em caso de necessidade de venda do título antes do vencimento, há pouca liquidez, pois eles somente são negociados às quartas-feiras, por meio de venda ao Tesouro Nacional, em seu valor de mercado, que pode variar.

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